terça-feira, 2 de novembro de 2010

68º Mutirão do PNT – Trilha da Pedra da Gávea

Parte dos voluntários e equipe do PNT, no início da trilha da Pedra da Gávea.
          Embora as condições climáticas, da véspera, parecessem prenunciar um novo adiamento, a chuva deu trégua para os voluntários e o mutirão do dia 24 de outubro, na Pedra da Gávea, contou com mais de quarenta participantes.
          Os trabalhos se concentraram na parte baixa da trilha, com a colocação de cerca de trinta degraus, duas pontes feitas com troncos de árvores caídas, contenção de áreas de deslizamento e manejo de flora. 

Lucio Palma, coordenador do Programa de Voluntariado do PNT, dando as instruções sobre os serviços de manutenção de trilhas que seriam realizados.
Monitores ambientais finalizando a colocação de uma ponte.
   Vídeo de Elque Silva do blog Alma Aventureira

          Durante o mutirão, uma jibóia, com cerca de dois metros de comprimento, aproximou-se lenta e pesadamente do local onde trabalhavam alguns voluntários. O animal se encontrava no estado de torpor característico de seu processo digestivo e, tranquilamente, se deixou fotografar, por alguns minutos, antes de retornar ao acolhimento da floresta.*


          Lucio Palma e a equipe de monitores ambientais do Parque Nacional da Tijuca estão de parabéns pelo desenvolvimento que a organização dos mutirões vem adquirindo, a cada evento!
          Após a conclusão das atividades, o guia Fábio Rael (Trilhas Quase Secretas) e Jeremias Freitas (Destemidos – comunidade do orkut) levaram alguns voluntários até a praia da Joatinga, o Parque do Penhasco Dois Irmãos, a Mesa do Imperador e a Vista Chinesa.

         * É importante frisar que, somente com muita cautela, foi possível fotografar a jibóia. Embora esta espécie não seja peçonhenta nem considerada agressiva, ela pode atacar, caso se sinta em perigo e é capaz de matar por constrição (enrolando seu corpo ao redor da presa e causando asfixia por estrangulamento).
          Mesmo durante o processo digestivo, algumas serpentes podem se tornar agressivas e até regurgitar o alimento, a fim de sair do estado de torpor e recuperar a agilidade de seus movimentos.
          Portanto, ao se deparar com qualquer serpente, o comportamento ideal é evitar movimentos bruscos e se afastar. A maioria dos animais só ataca quando se sente ameaçado, do contrário, evitará conflito com o homem e se afastará dele, procurando se esconder na mata.
          Evitar enfiar as mãos em tocas, troncos ocos e entre pedras, assim como andar sempre atento e se manter nas trilhas são maneiras de reduzir o risco de encontros inesperados com cobras, pois elas preferem se camuflar em meio à vegetação. Usar botas, meias e calças compridas também são importantes métodos de prevenção de acidentes.
          Em caso de picada procure imediatamente um dos pólos de atendimento do Instituto Vital Brasil.




Nenhum comentário:

Postar um comentário