sexta-feira, 29 de junho de 2012

O 88º Mutirão do PNT será nesse domingo, dia 1º de julho no Pico da Tijuca!

Parque Nacional da Tijuca

O 88º Mutirão do Parque Nacional da Tijuca será nesse domingo, dia 1º de julho.  O mutirão que a princípio estava marcado para o dia 17 de junho foi adiado devido à agenda de atividades propostas pela Rio +20 e pelas condições climáticas desfavoráveis.

PNT
Placa indicativa de altitude, existente no cume do Pico da Tijuca
   O Pico da Tijuca com seus 1021 metros de altitude é o ponto mais alto do Parque Nacional da Tijuca e é a segunda maior montanha da cidade do Rio de Janeiro.

Parque Nacional da Tijuca
Pico da Tijuca visto do Pico do Papagaio
 A trilha moderada se inicia no Bom Retiro e tem aproximadamente 2.600 metros de extensão. Bem próximo ao cume existe uma escadaria com 117 degraus, esculpida na pedra e ladeada por grossas correntes de ferro, construída no governo do Presidente Epitácio Pessoa para a visita do Rei Alberto da Bélgica.

PNT
Escadaria do Pico da Tijuca - foto de arquivo
 No Cume, além de contemplar o belíssimo visual, com um pouco de sorte, também é possivel apreciar o saboroso e nutritivo morango silvestre.

Mata Nativa
Morango Silvestre (Nome Científico: Fragaria Vesca L.) - Foto de Arquivo
 As atividades previstas são: fechamento de atalhos, colocação de degraus e drenos, instalação de placas de sinalização, correção e alargamento do leito da trilha, além de recolhimento de lixo e orientação de visitantes.

O ponto de encontro será às 8h30, no Bom Retiro (Setor – Floresta da Tijuca), caso não conhecam o local o PNT estará com uma van na Praça Afonso Viseu que sairá por volta de 8h10 e levará os voluntários ao  local de encontro. O início das atividades está previsto para 9:00hs.

Na Guia lateral direita deste blog, há um mapa com a localização da Praça Afonso Viseu.
 
Importante: Trajar roupas que possam ser sujas ao longo da atividade, calçados fechados, bonés/chapéus, protetor solar e repelente, para os mais sensíveis.

Mais informações:
Telefones: (21) 2492-2252/53 (ramal: 101) ou 2491-1700
E-mail: voluntarios.pnt@gmail.com

Qualquer dúvida podem também entrar em contato conosco através dos telefones (21)9367-4399 ou (21)9922-5957.
Fábio Rael (SOS Trilhas/Trilhas Quase Secretas)


terça-feira, 12 de junho de 2012

Entrevista: Carla Scott fala sobre o blog Amigos do Parque

Amigos voluntários,

A partir deste ano incluiremos, entre as postagens do blog, entrevistas feitas com pessoas que desenvolvem/desenvolveram trabalhos em pról da preservação do ambiente e da sustentabilidade. A idéia, além de ajudar na divulgação de tais trabalhos, é mostrar o caminho percorrido por estas pessoas (dificuldades e vitórias) e, desta maneira, incentivar iniciativas na área.

Para estrear esta nova série de postagens, entrevistamos Carla Scott, turismóloga, criadora do blog Amigos do Parque Pedra Branca e nossa parceira na divulgação e organização de mutirões ecológicos.

Curtam a entrevista:
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SOS Trilhas: Carla, nos fale um pouco sobre você.

Carla Scott: Sou Bacharel em Turismo, formada em 2002 pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso. Tenho 12 anos de experiência na área de Turismo. Ao longo destes anos trabalhei em empresas de médio e grande porte relacionadas a este segmento como companhias aéreas, agências de turismo e hotéis.

Sempre me interessei por escrever, mas no dia a dia do meu trabalho não conseguia demonstrar o meu conhecimento sobre assuntos que me interessavam, inclusive porque não tinham muita relação com trabalhos administrativos e comerciais. Então porque não unir a minha formação em Turismo com o Jornalismo? Me matriculei, assim, em minha segunda graduação - Jornalismo, com a idéia de me aprofundar mais no assunto e me profissionalizar. Atualmente me encontro no 5º período.

SOS Trilhas: Como você conheceu o PEPB (Parque Estadual da Pedra Branca)?

Carla Scott: Sempre fui vizinha ao Parque. Morava com os meus pais quase no final da Estrada do Rio Grande, na altura do número 4181. Desde a minha infância, sempre fui fascinada por aquela paisagem que via através da minha janela. Pensava: "um dia, quando eu crescer, vou explorar e conhecer esta linda floresta." Ainda na adolescência reuníamos grupos de colegas e subíamos a encosta que existe nos fundos do Conjunto Habitacional Rio Grande. De lá apreciávamos a paisagem. Era muito legal!

Quando ingressei na faculdade de Turismo em 1999, decidi colecionar recortes e matérias sobre a região e sobre o Parque. Eu já tinha planos de desenvolver um site, mas na época eram poucas as pessoas que tinham internet. Mas o projeto sempre permaneceu na minha cabeça. Até conseguir criar o site em 2003.

SOS Trilhas: Como surgiu a idéia de fazer o blog Amigos do Parque Pedra Branca?

Carla Scott: A idéia surgiu a partir do término da minha faculdade. O tema da minha monografia foi sobre “O potencial turístico da Barra da Tijuca e Guaratiba e seu aproveitamento para o turismo receptivo na cidade do Rio de Janeiro” – projeto que disponibilizei em formato digital no site http://www.felipecosta.org/carla/.
A partir deste projeto, as idéias foram surgindo. Fiz muitas amizades com moradores e pescadores de Guaratiba. Desenvolvemos o site GuaratibaRio em 2002 junto com alguns amigos daquela região que me ajudaram muito durante a pesquisa. Hoje, infelizmente, o site não está mais disponível. No ano seguinte, em 2003, decidi criar o site Amigos do Parque Pedra Branca. Devido ao projeto final da faculdade, fiz muitas visitas de campo aos núcleos do Parque, o que foi me aproximando cada vez mais deles. Na época, o Marcelo Soares era o administrador e acabou me ajudando muito, emprestando matérias e documentos que ele havia guardado. Juntei este material com o que eu também havia colecionado e comecei a montar o quebra-cabeças.

Guaratiba
Carla (ao centro, de calça azul) com moradores e pescadores de Guaratiba, na Praia da Restinga da Marambaia, em 2003.

Na formatação do primeiro site, criado em 2003, contei com a ajuda do meu marido, que é do segmento de informática e que, mesmo não trabalhando com desenvolvimento de sites, conseguiu disponibilizar toda a documentação em HTML. Na época os blogs não eram muito utilizados e nem muito conhecidos. Portanto, 7 anos após a criação, resolvi mudar a “cara” do site e através do blog ele ficou muito mais dinâmico e com mais agilidade para atualizações.

SOS Trilhas: No blog você diz que este foi um trabalho de “pesquisa muito difícil, pois foram poucas as informações obtidas em livros. Grande parte do material utilizado é oriundo de recortes de jornais, revistas e documentos que foram colecionados ao longo do tempo”. Fale um pouco sobre este trabalho e quem a ajudou.

Carla Scott: Como citado acima, o Marcelo Soares, que era o administrador do PEPB na época, me ajudou muito. Levei parte do material para casa e percebi que havia muita coisa escrita à mão e que eram documentos que não seguiam uma ordem, uma lógica. Levei algum tempo para me organizar. Depois comecei a juntar com os recortes de jornais que eu havia colecionado e fui encaixando as idéias.
Não havia nenhum livro ou material pronto que falasse da região. Então tive que me esforçar. Mas foi muito gratificante.

SOS Trilhas: Que razões levam o internauta a entrar em contato com você por meio de seu blog?

Carla Scott: Criar este site foi gratificante porque ele se tornou fonte de pesquisas para estudantes tanto do ensino fundamental quanto do ensino médio, biólogos, estudantes universitários, jornalistas, amantes da natureza, empresas, trilheiros... Hoje é o site mais visitado segundo pesquisa no Google. Se você colocar na busca qualquer assunto relacionado a Parque Estadual da Pedra Branca, ele é o primeiro que aparece.

Recebo vários pedidos de ajuda dos internautas. Alguns contatos via telefone, outros via e-mail. São dúvidas sobre como chegar à sede do Parque; se precisa agendar para conhecê-lo; denúncias de invasão de áreas localizadas no entorno do Parque; construções irregulares; reclamações de lixo em locais impróprios (nas praias principalmente); de caça a animais; jornalistas tanto da TV, quanto de jornal impresso querendo realizar matérias sobre o Parque; estudantes universitários (principalmente biólogos) querendo que eu ajude nas pesquisas; empresas querendo ajudar. Enfim, são diversos os assuntos que surgem.

SOS Trilhas: Que resultados o Parque já obteve através do blog?

Carla Scott: Primeiramente acho que o mais importante é a divulgação e a visibilidade. Quando recebo os e-mails, analiso a pergunta e vejo se eu consigo respondê-la. Porém, algumas vezes, encaminho para o e-mail geral do Parque e peço auxilio. Geralmente o biólogo Leonardo Furtado, que trabalha no Parque, é quem me ajuda. E esta parceria tem dado muito certo.

A Supervia, por exemplo, realiza um projeto, no Parque, de Multiplicadores em Educação Ambiental. O primeiro contato deles foi através do meu telefone. Em seguida, coloquei-os em contato com o Parque e hoje eles firmaram uma parceria que, com certeza, trouxe benefícios para a unidade.

SOS Trilhas: De que maneira as pessoas podem ajudar o PEPB através dos Amigos do Parque Pedra Branca?

Carla Scott: Atualmente o Parque vem passando por melhorias nas sedes e sub-sedes, porém, o mais preocupante e urgente é o estado de conservação das trilhas. O efetivo do Parque é muito baixo e os próprios funcionários não conseguem dar conta de 12.500 hectares. Os poucos funcionários se dividem entre trabalho administrativo e trabalho em campo. Logo, qualquer parceria é importante. Acho que se cada um puder ajudar todos nós ganharemos.

Acho que temos que dar as mãos e nos unirmos. Agradeço a ajuda que o SOS Trilhas/Trilhas Quase Secretas, os Destemidos, RJ Adventura e a Patrulha Ambiental - Meio Ambiente, têm oferecido.

Mutirão Ecológico
Foto tirada no primeiro mutirão do PEPB organizado pelo Amigos do Parque Pedra Branca (em parceria com a direção da unidade), em 29 de abril de 2012. Carla (ao centro, de casaco cinza), ao lado de funcionários do Parque (Leonardo Furtado, segundo à esquerda, de camisa caqui) e  voluntários de diversos grupos.

Nossa  idéia para este ano é programar um calendário de caminhadas sempre com o apoio e parceria da administração do Parque.

Sabemos dos problemas, mas na atual situação não adianta cobrar só da administração do Parque e dizer que eles não fazem nada. Acho que tem tudo para dar certo com a ajuda de todos. Sonho em um dia tornar o Parque mais acessível e com um número cada vez maior de voluntários ajudando a conservar as diversas trilhas.


PEPB
Foto tirada no segundo mutirão do PEPB organizado pelo Amigos do Parque Pedra Branca (em parceria com a direção da unidade e a SOS Trilhas/Trilhas Quase Secretas), em 3 de junho de 2012. Carla (à direita, de camiseta caqui) ao lado de voluntários de diversos grupos.

Para ajudar o Parque da Pedra Branca entrem em contato com Carla Scott pelo e-mail:

carla.scott@yahoo.com.br 


Vejam como foram os mutirões do Amigos do Parque Pedra Branca:


quinta-feira, 7 de junho de 2012

Resultado - 2º Mutirão PEPB 2012

Participaram do mutirão aproximadamente vinte e cinco voluntários que se dividiram em dois grupos: um trabalhou na área do Circuito das Águas e outro na Trilha do Açude do Camorim.

Parque Estadual da Pedra Branca
Leonardo Furtado, biólogo do Núcleo de Conservação da Natureza do PEPB, e os voluntários na roda de apresentação antes do mutirão.

No Circuito das Águas, o mutirão começou com a limpeza da área de piquenique, de onde foram retirados galhos secos e lixo (pouquíssimo, felizmente!).
A limpeza no acesso à Cachoeira Véu da Noiva exigiu mais tempo dos voluntários, porém o resultado foi recompensador! A poda da vegetação deixou a cachoeira muito mais visível e a área se tornou ainda mais aprazível ao visitante. 

Meio Ambiente
Voluntários, fazendo a manutenção do Circuito das Águas.
Clique na foto para ampliá-la.
Camorim
Foto 1: Antes do mutirão a vegetação encobria boa parte do caminho do Circuito das Águas;
Foto 2: Após o mutirão o caminho se mostra completamente limpo para a passagem dos visitantes.
Clique na foto para ampliá-la.
Camorim
Cachoeira Véu de Noiva.

Na Trilha do Açude, o trabalho principal ficou em função da retirada de árvores de pequeno e médio porte que haviam caído, impedindo a passagem. Com a desobstrução do caminho original nestes trechos, os atalhos, criados pela necessidade de desviar das árvores, foram fechados. 

Solidariedade

Sinalização de Trilhas
Placa confeccionada pelo PEPB para a sinalização de interdição de atalhos.

Uma árvore (caída) de grande porte também foi removida e a vegetação foi podada nos trechos onde encobria a trilha. 

PEPB

Trilha do Açude do Camorim
O trabalho voluntário em áreas de conservação proporciona gratas surpresas! Na Trilha do Açude do Camorim, voluntários avistam uma preguiça.
Clique na foto para ampliá-la.

Chegando ao açude, alguns voluntários ainda recolheram lixo que se encontrava em suas margens.

Trabalho Voluntário
    
Parque Estadual da Pedra Branca
Açude do Camorim.

Trabalhando em equipe, voluntários e funcionários do PEPB realizaram, neste domingo, muito mais trabalhos do que o esperado para um único dia! Para chegar até aqui, no entanto, foi necessária muita persistência de Carla Scott que, através do blog Amigos do Parque Pedra Branca, vem, pouco a pouco, conquistando melhorias para o local. Todos estão de parabéns, bem como a diretoria do Parque que, abrindo as portas para o serviço voluntariado, está iniciando o PEPB numa nova fase de revitalização. 

A SOS Trilhas/Trilhas Quase Secretas agradece:

- ao Parque Estadual da Pedra Branca e aos Amigos do Parque Pedra Branca pela parceria na organização desse mutirão;

- à Radical Sports que nos apoiou com a doação de cinco camisas para serem sorteadas entre os voluntários;

SOS Trilhas
Voluntários sorteados com as camisas Radical Sports.
Clique na foto para ampliá-la.

- aos grupos Destemidos, RJ Adventura, Patrulha Ambiental e Guardiões da Floresta pela participação na divulgação e atividades;

- a todos que compraram camisas Trilhas Quase Secretas, possibilitando a compra de luvas e várias das ferramentas que foram usadas neste mutirão, bem como aqueles que levaram seu próprio material.

Apesar de termos realizado um mutirão muito produtivo, não foi possível realizar todas as atividades relacionadas em levantamento realizado por Fábio Rael no dia anterior (sábado, 02 de junho). Como sugestão para novos serviços de manutenção na Trilha do Açude, listamos abaixo alguns dos problemas encontrados e medidas que ajudam a corrigi-los:

- Erosão:
Problema muito sério encontrado em diversos trechos da trilha.
Pode ser minimizado com a criação de canais de drenagem para escoamento da água da chuva.
Onde a erosão é mais acentuada, além dos drenos, é indicado o preenchimento das valas com pedras e terra ou, então, a criação de degraus.
Em trechos mais críticos, pode ser necessária a criação de um desvio no percurso da trilha, associada ao fechamento do trecho original, propiciando condições para a recuperação da vegetação no local, o que pode incluir (dependendo da extensão dos danos) o plantio de mudas.

- Manejo de flora:
Há trechos da trilha onde a passagem de caminhantes oferece risco ao desenvolvimento de muitas bromélias.
É indicado o manejo dessas plantas para áreas na qual elas possam se desenvolver com segurança.  

- Trilhas utilizadas para prática de motocross:
Tanto as trilhas do Camorim quanto a da Pedra do Quilombo, vem sendo utilizadas para prática de motocross. A prática é proibida no Parque, pois acentua o processo erosivo e oferece um enorme risco aos caminhantes. 
A afixação de placas educativas e aumento da fiscalização nos acessos de Vargem Pequena e do Calharins (locais por onde os motociclistas acessam as trilhas) são medidas que podem auxiliar o combate a este problema.

- Atalhos:
No local existem 2 tipos de atalhos:
Os ocasionados devido à queda de árvores (que, de certa forma, induzem o visitante a buscar um caminho alternativo causando a degradação da vegetação no novo trecho utilizado).
Os que tornam o acesso mais rápido, reduzindo o caminho (não raro, estes são mais íngremes que o caminho original, acarretando em processo erosivo acentuado e, algumas vezes, até expondo o caminhante a situações de risco). 
A afixação de placas educativas, associada ao fechamento de atalhos deve ser constante e incansavelmente trabalhada.

Preserve